quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Prêmio Samuel Benchimol - Avaliação ocorre dia 12 de novembro

Por Fátima Bahia

Ocorre no dia 12 de novembro a avaliação do Prêmio Samuel Benchimol. O prêmio é uma iniciativa do Governo Federal, em parceria com o Banco da Amazônia, Confederação Nacional das Indústrias (CNI), SEBRAE, e as Federações de Indústrias da Região. Direcionada para a Amazônia, a iniciativa visa incentivar o empreendedorismo consciente.

O prêmio divulga as propostas técnico-científicas para o desenvolvimento sustentável da região amazônica, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida do povo ribeirinho e para a proteção da floresta.

O Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior - MDIC, instituiu o Prêmio Professor Samuel Benchimol em 2004 e desde então vem premiando projetos de desenvolvimento sustentável da Região Amazônica.

A solenidade de entrega do prêmio ocorre no dia 04 de dezembro na Associação dos Magistrados do Estado de Rondônia.

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PARÁ: Paragominas sedia jogos dos povos indígenas

por Alessandro Tabosa
1.300 indígenas de 33 etnias participam da décima edição dos Jogos dos Povos Indígenas. O evento é promovido pelo Comitê intertribal. Os jogos ocorrem em Paragominas até o proximo dia 7.
A região é marcada por conflitos por terra e madeira com o povo Tembé. Uma das regiões de conflito é a reserva Gurupi.
A abertura do evento reuniu quase 10 mil pessoas. kaiapó(MT), Xaigang(RS), Xokleng(SC) Xavante (TO) e outros representantes de todas as regiões do país participaram da cerimônia.

Serenata do Carmo é mais uma opção para os boêmios belenenses.




Por Yasmim Uchôa.

Uma noite romântica, com boa música, cinema e poesia tudo preparado para encontrar amigos, namorar ou apenas relaxar é a proposta da Serenata do Carmo.

O evento reeditado no mês passado pelo Governo do Estado resgata a tradição boêmia do bairro da Cidade Velha e as raízes culturais do Pará.

A nova versão, inspirada no projeto original Seresta do Carmo, veio com novidades.

As áreas de cinema e poesia incorporadas ao novo formato estendem o evento a uma reunião cultural aberta até para crianças que tem espaço exclusivo.

A primeira versão do projeto apresentava somente shows de chorinho e samba.

Hoje acontecem simultaneamente a isso, exposições fotográficas, mostras de curtas e shows de musica regional.

As Barracas de comidas típicas e artesanatos ganharam seu espaço nesta festa, a população pode se deliciar com o tacacá, vatapá e a tradicional maniçoba.

Serviço: Serenata do Carmo. Toda última sexta-feira do mês, a partir de 18 horas, na Praça do Carmo, no bairro da Cidade Velha. Venha conferir!

Ir a Belém do Pará e deixar de passar no famoso “ver o peso”? Impossível







Artigo e fotos - Sueanny Alcântara

O velho mercado do “Ver o peso” domina a paisagem na região de Belém. O mercado ficou famoso pelas suas “erveiras”. Elas são especialistas nas mais fantásticas garrafadas.

Se estiver com dor de cotovelo? Perdeu a namorada? O marido traiu? Ganhar dinheiro? Sucesso no jogo? A solução está nas garrafadas do “Ver o peso”.

Na verdade o mercado é muito mais do que isso que se atribuiu às garrafadas. A tradição da medicina natural vem de longa data. A cultura tem origem na medicina indígena da Amazônia.

Ah, sem falar nas comidas tradicionais: farinhas, peixe seco, patchouli, frutas da região, guaraná. Uma mistura de cheiros que agradam e agridem o nariz pouco acostumado. Um Ver o Peso é uma festa de cores, odores, amores....

E qual a origem do nome? Explica a História que no século XVII a câmara de Belém enviou uma petição à Coroa Portuguesa, solicitando a instalação de um posto para “se ver o peso” das mercadorias que desciam do Alto Amazonas e seguiam para a Europa.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ainda se encontra Alfaiates em uma cidade grande?




Fátima Baia

Sim, ele existe e chama-se Audésio Pereira de 70 anos de vida e 49 na profissão, iniciada por seu pai no bairro do Umarizal, próximo a praça Brasil.

Hoje não trabalha mais. Tem problemas nas articulações. Mas, garante para quem gosta é um prazer ver sua obra de arte pronta.

A profissão exige boa visão, habilidade manual, interesse por moda, senso estético, concentração e atenção aos detalhes.

Os alfaiates autônomos são poucos e possuem seus próprios ateliês atendendo a clientes antigos e exigentes em casa ou costurando por encomenda.

Há os que são empregados nas indústrias de confecções e os que trabalham em lojas, efetuando consertos e ajustes nas peças ao corpo do cliente.

O mercado de trabalho para alfaiates está sendo exclusivo do setor privado. A automação e a concorrência dos produtos importados e baixo preço afetaram a indústria de confecção, com reflexos no mercado de trabalho.

Hoje em dia este profissional está cada vez mais raro, permanecendo no ofício somente aqueles que gostam muito de sua arte e sabem valorizar uma boa vestimenta.
Como se fosse uma obra de Portinari a embelezar uma casa humilde.

Círio (s) de Nazaré- um rio de fé

Leonardo Ruffeil

Festas dentro da Festas
A festa é aberta oficialmente na sexta-feira que antecede o domingo do Círio, com a encenação da peça paraense “Auto do Círio”, na qual atores fazem uma alusão à festa em forma de uma procissão muito bem humorada.

Desde o início, em 1993, a peça é toda encenada no centro histórico da cidade. Entre os prédios seculares temos a Catedral da Sé, a igreja de Santo Alexandre, o Solar do Barão do Guajará (hoje sede do Instituto Histórico e Geográfico do Pará), o Palácio Antônio Lemos e o Palácio Lauro Sodré.

Todos localizados no bairro da Cidade Velha.

Sao inémras as celebrações à Nazaré. Tem-se a Romaria Rodoviária, a Romaria Fluvial, na qual barcos levam a imagem pela baía do Guajará. E a Motorromaria, evento exclusivo de motociclistas que conduzem a imagem da santa até à Basílica.

A Trasladação
A Trasladação é a procissão em que todos os peregrinos levam velas. O cortejo sai da Basílica e vai até a Catedral. Na manhã de domingo do Círio o caminho é invertido.


Mas, com o passar dos anos, a Trasladação deixou de ser apenas uma pequena procissão para se tornar uma versão noturna do Círio, chegando até 2 milhões de pessoas. Em 2009, participaram 1,2 milhões de peregrinos.

A Corda
A corda é uma das maiores representações do Círio e da fé do povo. É nela que ocorrem as maiores provas de amor à Santa e são pagas as graças obtidas. Ela mede 400 metros e pesa 700 kg. É ela que puxa a berlinda que conduz a imagem de Nossa Senhora de Nazaré.


A corda é confeccionada de sisal (planta cultivada principalmente no estado da Bahia, quase sempre usada comercialmente) e é utilizada na festa desde 1868.
Ao fim da procissão de domingo conseguir um pedaço da mesma é um prêmio à fé.

4° Se Rasgum: Das Guitarradas ao Music Surf

Yasmim Uchôa
Você já imaginou as bandas Nação Zumbi, Pato Fu e Matanza tocando no mesmo espaço? Durante os dias 13,14 e 15 de novembro Belém será palco desse encontro.


A 4° Se Rasgum terá além dessas atrações nacionais, bandas paraenses misturando o rock com as batidas da terra, como o carimbó, tecnobrega e guitarradas, além de DJs nacionais e internacionais.


Este ano o festival vem com propostas bem diversificadas como o debate sobre ecologia, responsabilidade social e workshops com convergência de mídias.


Vale à pena conferir o resultado dessa mistura, que acontece no African Bar, localizado na Praça Waldemar Henrique, N° 2, Belém.


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